O Festival de Curtas-Metragens Spi Stories chega à sua décima quarta edição. A competição, criada pela editora Liberetà e pelo Sindicato dos Pensionistas da CGIL, escolheu o título “Chissà se fuori...” (“Eu me pergunto se lá fora...”) para esta edição. Você pode participar da competição criando um vídeo com duração máxima de onze minutos, lançado em 2025. O Festival de Curtas-Metragens Spi Stories chega à sua décima quarta edição. Criada pela editora Liberetà e pela União de Aposentados da CGIL, a competição deste ano tem o título “Eu me pergunto se lá fora... contando histórias de solidão, redescobrindo a comunidade”.
Esta edição se concentra na solidão, seja escolhida ou duradoura, na comunidade e nos laços que nos unem. Há momentos em que cada um de nós se sente vulnerável. Não apenas quando o corpo fica mais lento, mas quando algo quebra em nossa conexão com os outros: quando nossa voz não encontra mais uma resposta, quando o mundo parece avançar sem nós.
Solidão e fragilidade não são exceções; elas fazem parte da condição humana. Eles atravessam gerações, se escondem atrás de vidas que parecem ocupadas e realizadas e revelam uma necessidade fundamental que todos compartilhamos: serem vistos, ouvidos e reconhecidos.
“I Wonder If Out There...” nasceu para contar essas histórias. Dar forma e voz ao que muitas vezes permanece nas sombras — ou é erroneamente considerado pertencente apenas a certas pessoas: os doentes, os idosos, os que vivem nas margens. Mas a solidão tem muitas faces e a fragilidade não pertence a uma fase da vida. Existem formas jovens de fragilidade — vidas que lutam para encontrar um lugar no mundo. Há solidões coletivas que habitam cidades lotadas. Há vidas cheias de barulho, mas vazias de presença.
A competição convida os cineastas a explorar esse espaço sutil entre o “interior” e o “exterior”: aqueles que permanecem dentro dos limites da comunidade, aqueles que são expulsos, aqueles que saem em busca de ar, aqueles que se perdem e aqueles que reencontram seu caminho graças a um gesto, uma palavra, um olhar.
“Lá fora” não é apenas o que nos separa, mas também pode ser o que nos reconecta. Lá fora está a praça, a rua, o grupo, a voz chamando nosso nome. Do lado de fora está o limiar onde os encontros podem recomeçar.
A fragilidade não é uma fraqueza, mas uma possibilidade. Aqueles que reconhecem sua própria fragilidade já estão “fora” de um mundo que exige força e autossuficiência a todo custo. Eles escolhem permanecer abertos, acolher os outros, construir relacionamentos. Nesse sentido, a fragilidade se torna um ato político: ela nos obriga a repensar como vivemos juntos, quanto espaço damos ao cuidado, à escuta e à solidariedade.
“I Wonder If Out There...” não pede piedade, mas consciência. Convida os participantes a contarem, por meio de qualquer forma de linguagem visual, a história de vidas frágeis que perduram, da solidão em busca de uma passagem, da necessidade de uma comunidade que permeia nossa vida cotidiana. É um convite para abrir a porta, para ver o que está do lado de fora — e talvez também para quem estamos deixando do lado de fora.
Os participantes podem entrar na competição com um vídeo de até onze minutos, produzido após janeiro de 2025.